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ALDEIA DAS DEZ Aspectos Históricos, Artísticos e Turísticos O povoamento de Aldeia das Dez remonta à época pré-romana. Vestígios desse passado glorioso são ainda possíveis de observar nas ruínas de um castro luso-romano. Criada em 1543, a freguesia de S.Bartolomeu de Aldeia das Dez abrangia inicialmente a povoação do Piódão, uma das mais típicas aldeias Portuguesas que actualmente pertence ao concelho de Arganil. Mais tarde chegou a estar anexada à freguesia de Santa Maria de Avô, mas a partir de 1855 recuperou de novo a autonomia. Dotada de um património histórico, cultural e paisagístico notável, toda a freguesia é, como alguém a descreveu um dia, um constante miradouro. O deslumbrante e acolhedor Vale de Maceira é dos mais importantes roteiros religiosos da região, grandemente enriquecido pela sua localização a 800 metros de altitude e pela abundância de fontes e lagos. Este Santuário de Nossa Senhora das Preces é constítuido por uma capela principal do séc. XVIII dedicada a Nª. Sª., por onze capelas com os motivos da Paixão, com figuras de madeira em tamanho natural que remontam ao século XIX e ainda pela capela de Sta. Eufêmia e a capela de Nª. Sª. das Necessidades, que está situada no Monte do Colcurinho a 1244 metros de altitude e a cerca de 14 Km de Aldeia das Dez. Já no Monte, deixe-se levar pelos encantos de uma paisagem onde em dias de grande visibilidade poderá avistar o oceano. Regresse a Aldeia das Dez. Para comprar artesanato local e magníficas obras de arte feitas dos mais variados materiais, passe pela Casa da Voluta ou Casa do "S", construída no século XVII e recentemente restaurada. Visite a Igreija Matriz cujo orago é S. Bartolomeu. De estilo barroco, esta igreija do século XVIII possui um conjunto de detalhes, nomeadamente ao nível da talha e da pintura, a que ninguém fica indiferente. Julga-se mesmo que, pelas suas semelhanças, a valiosa pintura " maneirista " de grandes dimensões e qualidade, possui no retábulo, terá sido pintada pelo mestre que pintou o retábulo da Igreija de S.Bartolomeu, em Coimbra. Muitos são os locais religiosos existentes em toda a freguesia, nomeadamente capelas. No entanto, entre uma e outra não deixe de passar pela Aldeia do Colcurinho, abandonada desde há cerca de 40 anos, mas que ainda conserva toda a riqueza da habitação tradicional beirã com as suas casas de xisto e telhados em lousa, perto de Chão Sobral, a 10 Km da sede de freguesia. Miradouros, fontes e casas que registam a grandeza dos senhores de outras eras. Como é o caso do Solar da família Matos Pereira ou a " Casa da Obra ", séc. XVIII. Residência senhorial brasonada, cujo brasão ostenta o ano de 1745, em granito, cuidadosamente aparelhado, que, por demasiada soberba, nunca chegou a ser terminada, segundo a tradição, em virtude de um embargo interposto pela Casa Real que não queria que o súbdito seu possuísse moradia mais rica e imponente que o próprio Palácio. É assim por toda a freguesia, onde pode ainda correr o risco de passar pela Banda Filasmónica, sediada em Aldeia das Dez, e que na época do verão não se cansa de dar música às festas e romarias das redondezas. Mas, para chegar a Aldeia das Dez tem de passar pela Ponte das Três Entradas. Famosa e única em Portugal pela sua forma estrelar de 3 ramos, no local de confluência dos rios Alva e Alvôco. Um local paradisíaco, curioso ainda por pertencer a três freguesias diferentes, onde pode pernoitar ao ar livre, no parque de campismo existente junto ao rio. A partir de 1997, um pouco mais acima, poderá desfrutar dos prazeres de um complexo turístico de eleição, a Quinta da Geia, que inclui as antigas Casas da família Vaz Patto e " do fundo do Lugar ".
( Textos de Lícinia Girão extraídos da publicação " Roteiro Turístico de Oliveira do Hospital " |